New Wave
O festival Atlantic Waves está de volta melhor, maior e mais corajoso
  Melancolia Moderna
Pioneiros do eletrotango, Bajofondo chega em Londres para lançar o novo disco
Música para dançar
Butecoeletro faz música brasileira para pista de dança
  Um festival diferente
Festival de capoeira movimenta o mês em Londres
Sprays marítimos e coloridos
Brighton abre as paredes para outra rodada de grafite paulista
  Caleidoscópio cinematográfico
Festival de Cinema de Londres movimenta a cidade
Mulheres Super Poderosas
A nova exposição da fotógrafa Claudia Ferreira sobre o feminismo
  Desafiando Hitchcock
Uma entrevista com Nelson Pereira dos Santos
Favela Fever
Tropa de Elite pode ser o próximo Cidade de Deus?
  Young Blood
Gui Boratto
Orkut versus Facebook
Os britânicos adoram suas vidas virtuais. A gente já não ouviu isso antes?
     
 

NEW WAVE

Por: Alice Alves

As ondas do oceano Atlântico acabam de conquistar outras praias. Não, não se trata de mais um fenômeno natural inexperado. O Atlântico se expandiu sim, mas musicalmente. O Atlantic Waves Festival chega neste ano na sétima edição. O que começou em 2001 com o slogan “Exploratory music from Portugal” foi alterado em 2006 para “Exploratory music from Portugal and beyond” e neste ano ganha ares globais com o novo slogan “London International Festival of Exploratory Music”.

A mudança não é apenas na fachada, não. A programação deste ano traz mais de 70 artistas de 21 países – da Lituânia ao Japão. A presença dos países de língua portuguesa também continua com artistas do Brasil, Angola, Cabo Verde e Portugal. Além da diversidade cultural, o Atlantic Waves ainda se expande nos estilos musicais. Em oito dias de festival, duas noites trazem uma programação mais tradicional: uma dedicada às grandes divas do fado e outra a virtuosos da guitarra portuguesa.

Mas é a parte mais contemporânea no festival a grande atração da programação deste ano. As clubnights devem fazer as melhores baladas do mês com DJs de vários países rolando o melhor do soundclash, techno/eletro e guettotrash. Se os nomes não te dizem muito, certamente os artistas convidados não te deixarão indiferentes. Só do Brasil a programação conta com três dos nossos melhores DJs: Mau Mau, Anderson Noise e Marlboro participam das noites que vão rolar no Cargo. Pegue essa onda, curta as baladas e não durma na praia.

Atlantic Waves
1-11th November
ATLANTICWAVES.ORG.UK

TOP 3 ATLANTIC WAVES

1. LUSOPHONY, THE (R)EVOLUTION
The only film on the programme, the documentary about the Portuguese language music will be screened on the guettotrash night, with performances by DJ Marlboro and Frederic Galliano and Kuduro Sound System.

8th Nov
Cargo

2. SOUNDCLASH
One of the pioneers of electronic music in Brasil, Anderson Noise contributes to the festival line up in a great night which will also feature Mixhell’s premiere and Stereo Addiction.

6th Nov
Cargo

3. AUDIOVISUAL
Record labels Sirr Night, Crónica and Grind of Sound curated three world class experimental audiovisual eletronica nights to celebrate the innovative encounters between video and music.

9-11th Nov
ICA


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MELANCOLIA MODERNA

O Bajofondo Tango Club é mais uma banda que faz parte do convidativo ‘electrotango’, movimento que surgiu no começo deste século e que conta com o Gotan Project, o Tanghetto e o excelente Narcotango. Mas há uma diferença do Bajofondo em relação a seus colegas e essa diferença tem um nome: Gustavo Santaolalla, o compositor e produtor argentino que ganhou dois Oscar (um com a trilha sonora de Brokeback Mountain, outro com a de Babel) e que criou o Bajofondo junto com Juan Campodonico, músico uruguaio que já brincava de samplear Astor Piazzolla na década de 90.

A genialidade de Santaolalla pode ser resumida no primeiro álbum do Bajofondo (Bajofondo Tango Club, 2002). Foi um marco no mix do tango com a música eletrônica (o tal do ‘electrotango’) e chegou a ganhar um Grammy Latino de melhor álbum instrumental.

A banda, que hoje se considera um “coletivo de músicos e artistas”, desembarca com seus oito integrantes na Roundhouse em Londres no dia 21 de outubro (eles passam também por Bristol, Glasgow, Liverpool, Coventry e Brighton). O review de Mar Dulce, o novo CD do Bajofondo, você encontra no pôster no meio desta edição. Mais no MySpace do grupo: myspace.com/bajofondomardulce.


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MÚSICA PARA DANÇAR

O Bajofondo Tango Club é mais uma banda que faz parte do convidativo ‘electrotango’, movimento que surgiu no começo deste século e que conta com o Gotan Project, o Tanghetto e o excelente Narcotango. Mas há uma diferença do Bajofondo em relação a seus colegas e essa diferença tem um nome: Gustavo Santaolalla, o compositor e produtor argentino que ganhou dois Oscar (um com a trilha sonora de Brokeback Mountain, outro com a de Babel) e que criou o Bajofondo junto com Juan Campodonico, músico uruguaio que já brincava de samplear Astor Piazzolla na década de 90.

A genialidade de Santaolalla pode ser resumida no primeiro álbum do Bajofondo (Bajofondo Tango Club, 2002). Foi um marco no mix do tango com a música eletrônica (o tal do ‘electrotango’) e chegou a ganhar um Grammy Latino de melhor álbum instrumental.

A banda, que hoje se considera um “coletivo de músicos e artistas”, desembarca com seus oito integrantes na Roundhouse em Londres no dia 21 de outubro (eles passam também por Bristol, Glasgow, Liverpool, Coventry e Brighton). O review de Mar Dulce, o novo CD do Bajofondo, você encontra no pôster no meio desta edição. Mais no MySpace do grupo: myspace.com/bajofondomardulce.

BUTECOELETRO
11th October
Guanabara
GUANABARA.CO.UK

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UM FESTIVAL DIFERENTE

Não é kung-fu, caratê nem judô. E não acaba em samba mas, como a maioria das coisas no Brasil, mistura de tudo um pouco para criar uma arte própria: é dança, luta e esporte, ao mesmo tempo. Em Londres há 20 anos, a capoeira seduz cada vez mais pessoas e já provou ser um caminho eficiente para quem quer conhecer melhor a cultura brasileira.

O Capoeira Encounters of the First Kind Festival, promovido pelo BCA, celebra neste mês as duas décadas da chegada da capoeira por aqui. A programação bem variada revela que não há preconceito pra quem quer entrar na roda: há oficinas para deficientes, mulheres e crianças, workshops dedicados ao estudo dos instrumentos (como pandeiro e atabaque), exposição de aquarelas sobre o tema e até o lançamento de um videogame interativo de capoeira. Outro destaque é a oficina de Ramiro Musotto, um dos principais tocadores de berimbau do Brasil. Então se você passa longe de luta, dança e qualquer esporte, pegue o joystick e entre na roda!

Capoeira Encounters
20-21 October
BCA
brazilian.org.uk

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SPRAYS MARÍTIMOS E COLORIDOS

Eu estava escrevendo mensagens em vários espaços hoje. E alguém invadiu o meu. Somos todos criminosos? Não. Só queremos nos expressar no ambiente em que vivemos. Mas esta é a realidade virtual. Tá todo mundo maluco pelo Facebook aqui no Reino Unido, ainda que os sites de comunidades sejam coisa antiga no Brasil. O mundo está lotado. As cidades sufocam e já não controlamos as mensagens que nos rodeiam.

Mas é descer do trem em Brighton para sentir o pulmão encher de ar fresco da imaginação. Há espaço para se movimentar e você não precisa andar muito para ver um mural enorme do radialista John Peel te observando. O tiozinho da Radio 1 dá a letra: se expresse, seja diferente, explore.

Por isso mesmo Brighton é o lugar perfeito para a nova exposição da o contemporary – Cor da Rua – sobre o grafite brasileiro. A cena britânica está abarrotada dos stencils cínicos do Banksy, mas São Paulo joga o próprio jogo. A cidade baniu publicidade nos outdoors. Titi Freak e Kboco são apenas dois dos artistas usando os novos espaços.

“Eu gosto de pessoas, dos estilos”, diz Titi. Ele já desenhava para gibis com 13 anos de idade. Agora ele joga cores e conta estórias em telas muito maiores. Kboco aprendeu a pintar na rua e usa madeira, sucata e qualquer coisa que funcione. “Os Gêmeos são nossos padrinhos”, diz ele. “Eles nos ensinaram a nunca seguir um estilo”.

Da próxima vez que você estiver deixando mensagens no Facebook ou Orkut, pense no mundo ao seu redor. Vá a Brighton em outubro. Tome uma cerveja na praia (você pode, eu prometo). Interaja com seu mundo.

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CALEIDOSCÓPIO CINEMATOGRÁFICO

Godard costumava dizer que “um filme é um mundo de fragmentos”. No 51º BFI Film Festival, o mundo é quem está fragmentado em visões de cineastas de 43 países, reunidos em um evento tão abrangente e multicultural quanto a cidade que o hospeda. A seleção da programação se revela cuidadosa: a equipe escolheu 133 curtas e 184 longas metragens entre 4000 filmes. Para a diretora artística do evento, Sandra Hebron, a principal preocupação foi “escolher filmes que mostrassem um outro jeito de ver o mundo”.

Missão cumprida. Entre as muitas estórias a serem contadas durante o festival, você pode optar por pegar um trem para a Índia em busca de uma viagem espiritual (The Darjeeling Limited, de Wes Anderson) ou encarar uma aventura até o Alasca (Into the Wild, de Sean Penn). Se rock n’roll faz mais sua cabeça, opte por uma viagem ao mundo de Bob Dylan (I’m Not There, de Todd Haynes). Ou quem sabe, descubra os segredos da meditação batendo um papo com o diretor David Lynch e o músico Donovan. Enfim, no mundo do cinema, tudo é possível.

Outra característica que faz desta 51ª edição do festival um evento tipicamente londrino é seguir com as tendências. Entre os mais de 40 países representados na mostra, há claramente um destaque para os cinemas do México, do Japão e da Coréia, uma tendência que se consolida cada vez mais entre os amantes e críticos da sétima arte.

Godard, afinal, estava certo. Um filme é certamente um mundo de fragmentos. E o cinema, pelo menos neste festival de Londres, parece juntar estes caquinhos e transforma-lo num caleidoscópio.

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MULHERES SUPER PODEROSAS

Como fotógrafa, Claudia Ferreira é – parafraseando a escritora Anais N"in -, uma mulher acima de tudo. Envolvida no movimento feminista desde o final da década de 80, Ferreira percebeu que "havia um espírito libertário no movimento, um senso de humor em meio às reivindicações", afirma. Talvez por isso mesmo as imagens presentes na exposição Mulheres e Movimentos, um registro fotográfico dos anos em que as mulheres participaram ativamente da redemocratização da América Latina nos anos 90, sejam tão instigantes.

As 20 fotos em preto e branco humanizam o movimento feminista latino, e revelam um pouco do universo feminino destas mulheres. "Tenho a pretensão de buscar a alma desse projeto político coletivo", revela.

Women and Movements
2 Oct – 3 November, free
Riverside Studios
mulheresemovimentos.com.br


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DESAFIANDO HITCHCOCK

Uma entrevista com Nelson Pereira dos Santos
Uma das frases mais polêmicas de Alfred Hitchcock talvez seja a opinião dele sobre a relação entre literatura e cinema. “Bons livros dificilmente se transformam em bons filmes”, diria o diretor inglês. Para o brasileiro Nelson Pereira dos Santos, primeiro cineasta a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras e responsável por várias adaptações para cinema da literatura brasileira, a frase é uma simplificação. Nelson vem a Londres para o Cinema Brazil - Literature into Film Festival e a Jungle conversou com ele sobre o tema.

Você já adaptou Guimarães Rosa, Gilberto Freyer e outros grandes nomes da nossa literatura. Como se da a adaptação da narrativa literária para a a cinematográfica?

Para mim, o caminho que da mais resultado é incorporar a estória de tal forma como se eu a tivesse criado. No fundo, nada mais é que uma apropriação. A partir de um certo momento, depois de tantas leituras, eu começo a viver aquele trabalho.

Depois o trabalho é a síntese. Pensar em como sintetizar a obra, mantendo sempre a fidelidade ao seu espírito e ao seu conteúdo. E depois tem que se pensar na estrutura narrativa da obra, se for possível reproduzir alguma coisa semelhante no cinema, melhor.

Você criou o Prêmio ABL de Cinema que premia filmes que partiram de obras literárias. Alguma narrativa te chamou atenção?

Este foi o primeiro ano do prêmio. A idéia é escolher, entre os filmes que foram exibidos comercialmente, alguns filmes que são examinados pela comissão formada pela Academia. O prêmio vai para o melhor resultado no trabalho de adaptação. Neste ano foram dois filmes escolhidos: Crime Delicado, de Beto Brant e o Achados e Perdidos, do José Jofilly. A idéia é premiar o escritor do cinema, o roteirista.

Você adaptou obras do Freyre e Sérgio Buarque, pesquisadores que se ocuparam em tentar desvendar não só as raízes do povo brasileiro, mas também nossa identidade. Depois de ter trabalhado com estas obras, como você definiria essa identidade brasileira?

Hoje em dia na Academia se discute muito sobre o que é a identidade brasileira, e evidentemente Gilberto Freyre e Sérgio Buarque são referências obrigatórias na discussão. Eu agora estou refazendo todo e qualquer pensamento sobre essa questão. Nos debates aparece que procurar a identidade brasileira é uma perda de tempo, porque nós não temos ‘uma identidade‘, nós somos multiculturais – o que já é um princípio estabelecido pelo próprio Freyre. Então essa procura pela identidade pode ser um caminho sem sentido.

Cinema Brasil
4th- 11th October
Barbican Centre
www.barbican.org.uk


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FAVELA FEVER

O que muitos dizem ser o melhor filme do ano ainda nem estreou... nos cinemas. Mas a JungleDrums teve acesso a uma cópia e conferiu as imagens que retratam (ou melhor, explicitam) os métodos do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro. A cena: os policiais querem descobrir o paradeiro do chefe do tráfico. Revistam o barraco de um rapaz e encontram um tênis novo. O jovem diz que ganhou de presente. A tropa então tortura o moleque de diversas maneiras: enfiam um saco plástico na cabeça dele até ele quase sufocar. Quando tiram o saco, enchem o menino de porrada e perguntas sobre o paradeiro do dono do morro. O torturado resiste e segue sem falar. Aí os policiais pegam um cabo de vassoura, abaixam as calças dele...

A gente não vai te contar o resto da cena, mas você vai acabar vendo, cedo ou tarde.

O filme já é sucesso há algum tempo nas banquinhas de DVD's piratas das principais cidades brasileiras. A cópia vazada se reproduziu que nem coelho e a pirataria – que inicialmente teve um caráter negativo – se mostrou a maior aliada na divulgação do filme. Quem não viu, tá louco pra ver. Sorte do diretor José Padilha, que já havia dirigido o documentário Ônibus 174, elogiado pela crítica, mas pouco visto pelo público. Desse mal, o novo filme já está livre.

A imprensa brasileira (e a internacional) já comentou. Há os que dizem que Tropa de Elite é melhor que Cidade de Deus. Outros, da turma do contra, dizem que o filme faz apologia à tortura. Falaram bem, falaram mal, mas só falaram dele. Até o Guardian já falou. E no mês do cinema em Londres, a Jungle não poderia deixar de falar. O fogo de Tropa de Elite já se espalhou.

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GUI BORATTO

Numa entrevista à revista da Deutsche Welle, o brasileiro Gui Boratto comparou a música tecno-minimalista às obras do arquiteto Oscar Niemeyer. Essa comparação pode paracer non-sense, mas para Gui é apenas mais uma das proximidades entre a arquitetura e a música. Arquiteto por formação e músico por opção, ele não esconde a relação com as formas, os espaços (e a matemática, claro). Fã confesso de Leonardo da Vinci – a quem chama de “Deus na Terra” e admira principalmente pelo amor que ele tinha à natureza -, basta ouvir a música de Gui para perceber alguma coisa de orgânico em suas harmonias. Assim como o mestre italiano, Gui consegue dar um toque sentimental em suas composições. Talvez por isso alguns classifiquem sua música como emo-techno. “Acho que tem um pouco de vários estilos. Tem gente que fala que é emo-techno, outros que é Neo-Trance....sei lá. Acho bobagem essa classificação. O que importa é se o som é bom ou não. Existe música boa em qualquer estilo”.

Gui Boratto tenta seguir este bom padrão musical. Um dos poucos programadores e produtores de música tecno do Brasil, ele já trabalhou com artistas diversos (Daniela Mercury, Pato Banton, Manu Chao, para citar alguns) e é o representante brasileiro no renomado selo alemão Kompakt. “Acho temos poucos produtores no país porque os equipamentos sempre foram muito caros para a realidade brasileira. Para mim, fica esquisito ter um mercado onde sou um dos poucos representantes. A cena ficaria mais consolidada se outros surgissem”.

Para garantir esta expansão, Gui faz sua parte; Só neste ano já lançou dois discos por gravadoras européias: Addicted Volume 2, pela Platipus Records e o álbum Chromophobia, pela Kompakt – álbum que foi selecionado como o melhor do mês de abril pela revista britânica MixMag. Além disso, entre na agenda de shows do site do produtor veja que ele está em todo lugar – de cidades interioranas do Brasil até as casas mais badaladas de Londres e Amsterdã. Da Vinci e Niemeyer provaram ser boas influências quando o assunto é música de qualidade.

Gui Boratto
27th October
Fabric

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ORKUT VERSUS FACEBOOK

Há três anos, “bad bad server, no donut for you” fazia muita gente enrugar a testa e bufar em frente ao computador. O Brasil fervia com o Orkut: todo mundo queria ter um perfil bacana, mil amigos, comunidades, fãs, corações e cubinhos de gelo. Enfim, todos queriam ser ‘cool’, até as empresas bloquearem o acesso ao site durante o expediente, o perfil ser visto para conhecer candidatos a vagas de emprego e as pessoas começarem a deletar tudo em busca de “privacidade”. E passou a ser cool quem tem menos amigos, comunidades e recados – ou seja, menos vida exposta. Agora chegou a vez do Reino Unido passar por toda a febre que a gente já conhece há um tempinho com o Facebook. A JD testou os dois e conta o que se passa com cada um.

Orkut

O que: 8º site mais visitado do mundo

Início: Janeiro de 2004

Usuários: mais de 67 milhões

Maior representação: Brasil, com mais de 40 milhões de usuários

Língua oficial: Português

Prós: maior facilidade para achar amigos e comunidades, familiaridade com temas de discussão e ferramentas novas adicionadas com freqüência.

Contras: alto número de spams e perfis falsos, falta de privacidade e número limitado de amigos e fotos no álbum.

Curiosidade: apesar de ser ocupado majoritariamente por brasileiros, o número de usuários da India também é bastante relevante, o que gerou controvérsias e discussões quando a língua oficial do site passou a ser o Português.


Facebook

O que: 17º site mais visitado do mundo

Início: Fevereiro de 2004

Usuários: mais de 34 milhões

Maior representação: Londres, UK, com mais de um milhão de usuários

Língua oficial: Inglês

Prós: privacidade (as únicas pessoas que podem ver seu perfil completo são seus amigos), redes restritas para empresas e faculdades, maior facilidade na organização de fotos e Marketplace (uma espécie de classificados).

Contras: número pequeno de comunidades, venda de informações pessoais para terceiros, atualização de cada passo novo seu no site para seus amigos e impossibilidade de terminar uma conta.

Curiosidade: criado inicialmente para ser um canal de comunicação entre os alunos da faculdade de Harvard, EUA, hoje a maior parte do site é ocupada por britânicos.

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